Valor Divino do Humano - Jesus Urteaga Lodi

Compreendi a frialdade dessas almas quando senti no meu íntimo aquele repto que refletiam os olhos dos pagãos: “Demonstrai-nos com vossas vidas que Cristo vive!”.Valor Divino do Humano - Jesus Urteaga Lodi

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

O Menino Jesus perdido e achado no Templo


“Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição” (Lc 2, 48)
Esta frase encerra uma censura ou uma surpresa?

As vidas de Maria e José estiveram voltadas totalmente para Jesus: nascimento, criação, alimentação, educação, etc. Jesus era todo o sentido da vida deles.

E Jesus sempre foi o menino perfeito, não podia ser menos se era perfeito Deus e homem perfeito.  
Era o filho que toda mãe quer ter: educado, obediente, prestativo, responsável. Não “aprontava”, não saía às escondidas, enfim, não dava preocupações. “lhes era submisso” (Lc 2, 51)
Só tendo em conta este fato é que se entende o porquê ter se “perdido”.

Nem Maria nem José precisavam se preocupar no sentido de Jesus não seguir as indicações que lhe eram dadas, foi por isso que na hora de retornar para Nazaré, Maria não se preocupou com o menino não estar com ela, estava certa que estaria com José e ele da mesma forma dava por sentado que se não estava com ele estava com a mãe. Não tinham por que sair conferindo entre os parentes onde estava o menino, não era como os outros que podiam ficar por aí brincando longe sem fazer caso aos preparativos do retorno. Seria surpreendente se não fosse assim.

Mas o que foi que fez que o menino perfeito deixasse de obedecer aos pais? Se deixasse ficar no Templo?
Tal vez quando da última passagem pelo templo com os pais, Ele tenha ouvido algum escriba ou mestre da lei interpretando erroneamente alguma profecia, dando uma doutrina não muito correta... e, zeloso da tarefa de Redentor confiada pelo Pai, tenha ficado “sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (Lc 2, 46) da forma que era feito o ensino das escrituras naquela época.

Maria e José ao constatarem que Jesus não estava na caravana certamente pensaram o pior, não lhes ocorreu uma travessura, um ficar por querer, só podia ser algo grave: rapto, acidente, ou outro perigo da época.
A aflição era grande, devem ter procurado por todos os lugares onde uma criança em perigo poderia estar, nunca na segurança do templo, foi assim que se passaram 3 dias.

Finalmente com o intuito de orar a Deus pelo menino, vão ao templo e tem a grande surpresa de ver Jesus aí no meio dos doutores.

O “Meu filho, que nos fizeste?!” (Lc 2, 48) de Maria revela a surpresa que ela sente ao ver seu filho obediente que não lhes tinha obedecido desta vez. Está surpresa e não entende o porquê da atitude do menino.
Vem a resposta de Jesus: “por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? (Lc 2, 49) Ele explica e Maria entende porque sabe que seu filho é Deus, mas Jesus também entende que é cedo demais para sua mãe e para Ele começar a tarefa da Redenção, e retorna com eles: “em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso” (Lc 2, 51)

Escrito de Lilia Diana

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal


No Natal, já tão próximo, ouviremos os anjos proclamarem: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (Lc 2,14). A cada ano, o eco dessa canção enche o mundo inteiro, despertando em nós uma alegre esperança. Em especial, porque a paz se tornou próxima e nós podemos contemplá-la no rosto de uma criança: "Ele é a nossa paz" (Ef 2,14), como São Paulo escreveu mais tarde ao considerar o mistério de Jesus Cristo.
O mundo necessita muito de paz. Cada um de nós, nossas famílias, nossos locais de trabalho, os ambientes em que nos movemos, precisamos desse Menino que os anjos anunciaram como o Salvador (cf. Lc 2,11). Sem Ele, todos os esforços para pacificar os corações são insuficientes. Por isso, a Igreja não deixa de falar de Jesus aos homens, como fizeram os pastores depois de tê-lo visto na manjedoura (cf. Lc 2,16-18). Nós também queremos anuncia-lo! No apostolado, "É de Cristo que devemos falar, não de nós mesmos" (É Cristo que passa, nº 163).
Durante estes dias de Natal, contemplemos o grande mistério do amor de Deus neste Menino que nos nasceu (cf. Is 9,5). Como é fácil encontrar e redescobrir a paz, a serenidade, ao rezar diante do Presépio, deixando-nos cativar por Jesus na manjedoura, rodeado por Maria e José! Contemplando este mistério de amor, o Senhor também nos dará novos impulsos para transmiti-lo aos outros.
Com a minha felicitação e minha benção mais carinhosa,

Mons. Fernando Ocáriz