Valor Divino do Humano - Jesus Urteaga Lodi

Compreendi a frialdade dessas almas quando senti no meu íntimo aquele repto que refletiam os olhos dos pagãos: “Demonstrai-nos com vossas vidas que Cristo vive!”.Valor Divino do Humano - Jesus Urteaga Lodi

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quinta-feira, 6 de março de 2025

MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO

 Muito tem se falado nas últimas décadas sobre a necessidade do divórcio como sendo uma solução aos problemas matrimoniais e até como pré-requisito para embarcar numa relação matrimonial.

Mas, até que ponto não pode ser evitado?

O princípio: “não reclame direitos, evite acidentes”, amplamente utilizado nas normas de trânsito como “Direção Defensiva”, se aplica perfeitamente a todos os âmbitos da nossa vida.

Assim como no trânsito não adianta reclamar o direito de estar certo, se já está morto, também na nossa vida temos que prevenir os males para não ter que lamentar os desfechos ruins.

Não tentando generalizar, a maioria das desavenças matrimoniais graves que levam ao divórcio poderiam ter sido evitadas.

MOTIVOS PARA INICIAR UM RELACIONAMENTO MATRIMONIAL:

O matrimônio é uma VOCAÇÃO, não um emprego, não uma forma de fugir da tutela dos pais, não uma maneira de se mostrar aos outros, não é uma maneira de achar a felicidade perfeita, não uma maneira mais cômoda de satisfazer o instinto sexual (o conjugue sempre a mão em casa), não e o jeito de ter quem faça almoço e lave a roupa e a casa (mesmo que vai fazer isso), e sei lá que mais motivos errados levam pessoas ao matrimônio.

Se não se encara o matrimônio como vocação, não vai dar certo, fique solteira(o)!

A VOCAÇÃO é aquilo que gostamos, para o que toda nossa natureza nos impulsa, e para o que empregamos nossa dedicação, amor, sacrifício.

Quantas pessoas se casam já lamentando desde o início o que vão ter que deixar para atrás! Não pode dar certo! Se não sente que o que tem que abrir mão não vale tanto quanto o matrimônio que vai iniciar… fique solteira(o)!

A busca da FELICIDADE tem sido um motivo quase constante de união de casais, mas tem se esquecido que A FELICIDADE NÃO É UM CAMINHO DE IDA, SÓ É UM CAMINHO DE VOLTA.

Uma vez alguém me disse: “você quer casar, mas as vezes a felicidade não vai por aí”, eu respondi: “não quero casar PARA ser feliz, eu JÁ SOU FELIZ”. Só quero ser feliz COM OUTRA PESSOA. Compartilhar a felicidade, fazer feliz a(o) outra(o).

ESCOLHA DO CONJUGUE

Ame com o coração, mas ESCOLHA COM A CABEÇA!!

É bastante comum em gente jovem se “apaixonar do AMOR e não da PESSOA”. Se entusiasma com alguém e fantasia seu amor vendo no outro o que só está na sua cabeça, ou seja, AQUELE rosto com as qualidades que EU quero.

Vê só o que quer ver, e não tenta CONHECER a fundo a outra pessoa.

Por isso é tão importante o NAMORO, suficientemente longo para conhecer pelo menos basicamente a(o) outra(o).

E conhecer não é na cama, é na conversa, no convívio em sociedade, com a família, nas saídas e não só os dois, senão também entre amigos.

Conhecer os gostos, as atitudes perante as diversas situações, o trato com os outros, as virtudes e os defeitos.

E depois coloque a cabeça a funcionar. Todos temos defeitos e devemos amar nosso(a) companheiro(a) COM OS DEFEITOS, não APESAR DOS DEFEITOS. Há uma grande diferença entre amar COM e amar APESAR.

Amar APESAR, como a palavra o diz, é levar o peso dos defeitos do outro(a), carga que se torna mais pesada a cada ano.

Amar COM é quando conhecendo os defeitos do(a) outro(a) os sentimos como parte deles, quando pensamos: se não tivesse esses defeitos não seria ele(ela), seria outra pessoa que não é a que eu me apaixonei. Aí eles não pesam.

Numa palestra ouvi uma vez: “a maioria dos casamentos não dá certo porque a mulher acha que vai mudar o homem, e o homem pensa que a mulher não vai mudar”.

Cai na real!!!!!!!!!!!! mulheres!

Se o rapaz que está namorando não tem limites para beber nas festas, só por casar não vai deixar de beber, vai piorar com o tempo.

Se gosta de ser o valentão… espere violência doméstica!

Se você não gosta de cigarro… não namore rapazes fumantes!

Se a maioria dos gostos dele são totalmente diferentes dos teus, espera o que? Que ele mude o gosto dele para ser igual aos teus? Engano!! vai ser uma quebra de braço todo dia, a toda hora e por tudo!

Se é jogador, viciado, irresponsável na direção, etc. você NÃO VAI MUDAR ELE, ele já está feito, depende de você escolher sopesando os pró e os contras para não se arrepender depois.

Não case porque tem PENINHA dele, vai se arrepender!! e não tem essa de “estou tão apaixonada”, vou tratar da PAIXÃO mais adiante.

Cai na real!!!!!!!!!!!! homens!

A mulher com quem quer casar é de carne e osso, vai ficar velha sim! Como você, e aceite que vão envelhecer juntos, mulher não é carro que quando fica velho troca por modelo mais novo!

A namorada só fala coisas doces? Acha que vai falar melado durante 10, 20, 30 anos de matrimônio? Que vai ficar com esse sorriso apaixonado trocando fraldas de bebê berrando e com uma ou mais noites sem dormir? Não é boneca!

A PAIXÃO: AMIGA OU VILÃ?

Paixão NÃO É AMOR, e muitas vezes as pessoas confundem, e ai, não dá certo.

PAIXÃO é o primeiro impulso, o que leva a gostar de alguém de forma muito especial, é o motor de arranque de um relacionamento, mas não é a gasolina que vai fazer andar o resto da vida.

A PAIXÃO É PASSAGEIRA, O AMOR É ETERNO.

A paixão surge sem pedir permissão e não quer ser mandada embora. A paixão é cega.

O amor se conquista, se constrói ao longo do tempo e tem que ser continuamente alimentado e cuidado para não morrer.

Matrimônio que é só paixão dura no máximo 6 anos (a crise dos 6 anos), depois desse tempo (e as vezes antes) a paixão vai-se embora sem avisar sequer. Se nesse meio tempo não se CULTIVOU o AMOR VERDADEIRO o relacionamento já era.

O “EU”

O grande inimigo do matrimônio é o EU. O “deus EU”, endeusado pela nossa sociedade de consumo, divulgado pela mídia e redes sociais, e alimentado constantemente pela indústria e o comércio.

EU quero, EU gosto, EU penso, EU mereço, MINHA vontade, MEUS direitos, EU….MEU….MINHA….. e por aí vai.

Relacionamento a dois é SEMPRE NÓS.

Na compra venda de imóveis eu sempre digo que “negócio bom é quando todos saem ganhando”

No matrimônio também tem que ter esse equilíbrio, onde as decisões sejam tomadas de maneira que nenhum dos dois fique prejudicado.

Não quer dizer que todas as situações serão igualmente satisfatórias para ambos, existem interesses diversos, situações em que ambos não estão a fim de fazer a mesma coisa, mas tem que ter um EQUILÍBRIO.

Quer uma receita fácil? Se cada um decide pensando NO QUE O OUTRO GOSTARIA, garanto que na soma final ambos ficam satisfeitos, é a lei do “a felicidade é um CAMINHO DE VOLTA”.


Temas de matrimônio e amor neste blog:

REFLETINDO E APROFUNDANDO: PARA QUE O AMOR SEJA ETERNO

REFLETINDO E APROFUNDANDO: O VERDADEIRO VALOR

No meu outro blog DEIXANDO RASTROS:

DEIXANDO RASTROS: VIVER UM GRANDE AMOR

Autora: Lilia Diana

terça-feira, 19 de junho de 2012

PARA QUE O AMOR SEJA ETERNO


A conhecida frase; “até que a morte nos separe” está cada vez mais, sendo substituída pela: “até que a vida nos separe”. Mas, será mesmo que as vicissitudes da vida podem acabar com o amor conjugal?
Alguém consegue deixar de se amar a si mesmo (exceto casos de depressão patológica) por causa dos problemas da dia a dia?
Não tenho visto nenhum idoso se odiando a si mesmo apesar de ter convivido consigo mesmo tantos anos, mesmo os que reconhecem ter muitos defeitos.
Então, não é o AMOR que morre por si mesmo, somos nós que o matamos ou simplesmente deixamos definhar.
É verdade que não existe um “manual” para ensinar a viver, mas algumas dicas podem nos guiar para manter acessa a chama do nosso amor conjugal a vida toda.
DICA nº 1: ...E EU?
Exemplo: se um dia dormimos mais da conta, levantamos tarde, e por causa disso chegamos atrasados ao trabalho, será que passamos a nos recriminar? Ficamos discutindo conosco e nos tratamos de preguiçosos e irresponsáveis? NÃO, mas se é o conjugue a dormir demais... ah!! ele vai ouvir!!
Dica: cada vez que o conjugue faça ou diga alguma coisa que incomode, antes de recriminar, ou fechar a cara, parar um instante e pensar: “e eu?" eu nunca faço a mesma coisa? Eu não tenho outro defeito do mesmo calibre ou pior?
Começar a pensar nos nossos defeitos que devemos melhorar e dizer: “quando eu conseguir vencer tal defeito, ai eu vou reclamar do meu marido (esposa)". Garanto que não passam 10 minutos que a bronca foi-se embora, e o amor pelo conjugue ficou intacto, ou até melhorou.
DICA nº 2: O QUE FEZ ME APAIXONAR POR ELE?
Quando nos apaixonamos por uma pessoa é porque alguma ou várias facetas da sua personalidade nos tocaram no mais íntimo.
Mas o tempo do namoro é curto para conhecer TODAS as facetas da personalidade da outra pessoa. Só com 6 anos de convivência poderíamos dizer que conhecemos realmente nosso marido (esposa).
Assim, pode ser que várias facetas da personalidade de nosso companheiro (a) não sejam do nosso agrado. Mas isso não é motivo para o amor acabar.
Costumo dizer que na história da humanidade só existiu 1(um) homem perfeito: Jesuscristo e não casou com ninguém, e só 1(uma) mulher perfeita: Santa Maria, o resto dos mortais, todos sem exceção temos defeitos. E para quem não é cristão, nem sequer tem esses dois.
Então, o que fazer quando aquela faceta do meu conjugue me irrita ou me incomoda?
Dica: assim que se sentir incomodado (a) por qualquer atitude do outro, parar por um instante e pensar: “o que fez eu me apaixonar?” Começar a pensar naquilo que gosto do meu companheiro, pensar em tudo de bom que ele tem, nas coisas boas que fez e faz para mim, pode até fazer uma lista de tudo o que admira no outro. Num instante o amor em lugar de diminuir, aumenta.
DICA nº 3: BEIJO CURA MAU HUMOR (especial para as mulheres)
É inevitável que na convivência continua de 2 personalidades distintas, cada uma com seu próprio EU, não aconteçam pequenos atritos com pouca importância, mas que são pequenos grãos de areia que podem ter o mesmo efeito que areia no sapato: incomodam até não deixar caminhar mais.
Dica: quando aquele gesto, aquela palavra, aquela situação a (o) deixar com mau humor em relação ao seu conjugue, vai até ele (ela) e dê um beijo.  Pode ser uma simples bitoca no braço, no rosto ou no ombro, e que ele (ela) nem perceba, mas tem um efeito inusitado em quem dá, é só experimentar. Se a bronca for grande pode precisar de mais de um, não poupe, beijo é grátis e o estoque nunca acaba.
Beijo é amor, e o amor tudo conserta.

Autora: Lilia Diana

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O VERDADEIRO VALOR


Outro dia enquanto estava fazendo os exercícios na clínica de fisioterapia, ouvi uma conversa entre duas mulheres que estavam na outra sala.

Conversavam sobre o fato de terem ficado sem os respectivos maridos, não sei se por falecimento ou separação, peguei a conversa pelo meio.

Falavam sobre as vantagens da situação, como era melhor poder ir e vir sem ter que dar satisfação, fazer o que quisessem, etc.

Lá pelas tantas, uma delas disse: “e a tampa do vaso sempre levantada? Ah! como incomoda a tampa levantada!”

Guardei essa frase como síntese da conversa, e eu que não troco a companhia do meu marido por nada, comecei a refletir.

Lembrei dos tantos e-mails recebidos com queixas delas contra eles, e suas respectivas revanches masculinas. Ambas nos fazem rir, mas no fundo trazem um quê de revolta.

Será que damos o verdadeiro valor àquela pessoa tão especial que Deus colocou ao nosso lado?

Que importância tem que a tampa do vaso fique levantada, se o vaso (e o espelho, e as cortinas e até a casa) ele comprou na cor que eu gosto, mesmo que seja cor de rosa?

Que importância tem que eu tenha que dizer: “querido vou dar um pulo na casa da minha amiga”, se quando me demorar na conversa ele vai estar me esperando de carro na porta da minha amiga?

Que importância tem se ele não se lembra do dia em que nos conhecemos, ou da data do casamento, ou qualquer outra data, se na hora que eu estiver triste ele vai estar do meu lado para me consolar?

Que importância tem qualquer uma daquelas milhares de reclamações repetidas até o cansaço, se quando nós dizemos uma piada, eles riem, quando nós estamos assustadas, eles nos cercam com seus braços, quando nós estamos confusas, eles nos orientam?

Será que alguma vez passou pelas nossas cabeças femininas que aquele homem que deixa a roupa espalhada pelo chão, a lata de biscoitos aberta, e que não pára de cutucar o controle da televisão, é capaz de fazer qualquer coisa para nos defender quando precisarmos, mesmo arriscando a vida?

Está na hora de dar menos importância a detalhes supérfluos e valorizar o que é realmente importante.

Lilia Diana - setembro 2011