Valor Divino do Humano - Jesus Urteaga Lodi

Compreendi a frialdade dessas almas quando senti no meu íntimo aquele repto que refletiam os olhos dos pagãos: “Demonstrai-nos com vossas vidas que Cristo vive!”.Valor Divino do Humano - Jesus Urteaga Lodi

sábado, 5 de abril de 2025

TORNAR A VIDA AMÁVEL

 


Este livro apresenta uma forma de tornar a vida amável a nossa volta.

Aborda temas como: diálogo, compreensão, generosidade, otimismo, alegria, entre outros muitos.

É um livro de leitura fácil e muito agradável.

Boa leitura!!


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REFLETINDO E APROFUNDANDO: MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO

REFLETINDO E APROFUNDANDO: SINCERIDADE


quinta-feira, 6 de março de 2025

MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO

 Muito tem se falado nas últimas décadas sobre a necessidade do divórcio como sendo uma solução aos problemas matrimoniais e até como pré-requisito para embarcar numa relação matrimonial.

Mas, até que ponto não pode ser evitado?

O princípio: “não reclame direitos, evite acidentes”, amplamente utilizado nas normas de trânsito como “Direção Defensiva”, se aplica perfeitamente a todos os âmbitos da nossa vida.

Assim como no trânsito não adianta reclamar o direito de estar certo, se já está morto, também na nossa vida temos que prevenir os males para não ter que lamentar os desfechos ruins.

Não tentando generalizar, a maioria das desavenças matrimoniais graves que levam ao divórcio poderiam ter sido evitadas.

MOTIVOS PARA INICIAR UM RELACIONAMENTO MATRIMONIAL:

O matrimônio é uma VOCAÇÃO, não um emprego, não uma forma de fugir da tutela dos pais, não uma maneira de se mostrar aos outros, não é uma maneira de achar a felicidade perfeita, não uma maneira mais cômoda de satisfazer o instinto sexual (o conjugue sempre a mão em casa), não e o jeito de ter quem faça almoço e lave a roupa e a casa (mesmo que vai fazer isso), e sei lá que mais motivos errados levam pessoas ao matrimônio.

Se não se encara o matrimônio como vocação, não vai dar certo, fique solteira(o)!

A VOCAÇÃO é aquilo que gostamos, para o que toda nossa natureza nos impulsa, e para o que empregamos nossa dedicação, amor, sacrifício.

Quantas pessoas se casam já lamentando desde o início o que vão ter que deixar para atrás! Não pode dar certo! Se não sente que o que tem que abrir mão não vale tanto quanto o matrimônio que vai iniciar… fique solteira(o)!

A busca da FELICIDADE tem sido um motivo quase constante de união de casais, mas tem se esquecido que A FELICIDADE NÃO É UM CAMINHO DE IDA, SÓ É UM CAMINHO DE VOLTA.

Uma vez alguém me disse: “você quer casar, mas as vezes a felicidade não vai por aí”, eu respondi: “não quero casar PARA ser feliz, eu JÁ SOU FELIZ”. Só quero ser feliz COM OUTRA PESSOA. Compartilhar a felicidade, fazer feliz a(o) outra(o).

ESCOLHA DO CONJUGUE

Ame com o coração, mas ESCOLHA COM A CABEÇA!!

É bastante comum em gente jovem se “apaixonar do AMOR e não da PESSOA”. Se entusiasma com alguém e fantasia seu amor vendo no outro o que só está na sua cabeça, ou seja, AQUELE rosto com as qualidades que EU quero.

Vê só o que quer ver, e não tenta CONHECER a fundo a outra pessoa.

Por isso é tão importante o NAMORO, suficientemente longo para conhecer pelo menos basicamente a(o) outra(o).

E conhecer não é na cama, é na conversa, no convívio em sociedade, com a família, nas saídas e não só os dois, senão também entre amigos.

Conhecer os gostos, as atitudes perante as diversas situações, o trato com os outros, as virtudes e os defeitos.

E depois coloque a cabeça a funcionar. Todos temos defeitos e devemos amar nosso(a) companheiro(a) COM OS DEFEITOS, não APESAR DOS DEFEITOS. Há uma grande diferença entre amar COM e amar APESAR.

Amar APESAR, como a palavra o diz, é levar o peso dos defeitos do outro(a), carga que se torna mais pesada a cada ano.

Amar COM é quando conhecendo os defeitos do(a) outro(a) os sentimos como parte deles, quando pensamos: se não tivesse esses defeitos não seria ele(ela), seria outra pessoa que não é a que eu me apaixonei. Aí eles não pesam.

Numa palestra ouvi uma vez: “a maioria dos casamentos não dá certo porque a mulher acha que vai mudar o homem, e o homem pensa que a mulher não vai mudar”.

Cai na real!!!!!!!!!!!! mulheres!

Se o rapaz que está namorando não tem limites para beber nas festas, só por casar não vai deixar de beber, vai piorar com o tempo.

Se gosta de ser o valentão… espere violência doméstica!

Se você não gosta de cigarro… não namore rapazes fumantes!

Se a maioria dos gostos dele são totalmente diferentes dos teus, espera o que? Que ele mude o gosto dele para ser igual aos teus? Engano!! vai ser uma quebra de braço todo dia, a toda hora e por tudo!

Se é jogador, viciado, irresponsável na direção, etc. você NÃO VAI MUDAR ELE, ele já está feito, depende de você escolher sopesando os pró e os contras para não se arrepender depois.

Não case porque tem PENINHA dele, vai se arrepender!! e não tem essa de “estou tão apaixonada”, vou tratar da PAIXÃO mais adiante.

Cai na real!!!!!!!!!!!! homens!

A mulher com quem quer casar é de carne e osso, vai ficar velha sim! Como você, e aceite que vão envelhecer juntos, mulher não é carro que quando fica velho troca por modelo mais novo!

A namorada só fala coisas doces? Acha que vai falar melado durante 10, 20, 30 anos de matrimônio? Que vai ficar com esse sorriso apaixonado trocando fraldas de bebê berrando e com uma ou mais noites sem dormir? Não é boneca!

A PAIXÃO: AMIGA OU VILÃ?

Paixão NÃO É AMOR, e muitas vezes as pessoas confundem, e ai, não dá certo.

PAIXÃO é o primeiro impulso, o que leva a gostar de alguém de forma muito especial, é o motor de arranque de um relacionamento, mas não é a gasolina que vai fazer andar o resto da vida.

A PAIXÃO É PASSAGEIRA, O AMOR É ETERNO.

A paixão surge sem pedir permissão e não quer ser mandada embora. A paixão é cega.

O amor se conquista, se constrói ao longo do tempo e tem que ser continuamente alimentado e cuidado para não morrer.

Matrimônio que é só paixão dura no máximo 6 anos (a crise dos 6 anos), depois desse tempo (e as vezes antes) a paixão vai-se embora sem avisar sequer. Se nesse meio tempo não se CULTIVOU o AMOR VERDADEIRO o relacionamento já era.

O “EU”

O grande inimigo do matrimônio é o EU. O “deus EU”, endeusado pela nossa sociedade de consumo, divulgado pela mídia e redes sociais, e alimentado constantemente pela indústria e o comércio.

EU quero, EU gosto, EU penso, EU mereço, MINHA vontade, MEUS direitos, EU….MEU….MINHA….. e por aí vai.

Relacionamento a dois é SEMPRE NÓS.

Na compra venda de imóveis eu sempre digo que “negócio bom é quando todos saem ganhando”

No matrimônio também tem que ter esse equilíbrio, onde as decisões sejam tomadas de maneira que nenhum dos dois fique prejudicado.

Não quer dizer que todas as situações serão igualmente satisfatórias para ambos, existem interesses diversos, situações em que ambos não estão a fim de fazer a mesma coisa, mas tem que ter um EQUILÍBRIO.

Quer uma receita fácil? Se cada um decide pensando NO QUE O OUTRO GOSTARIA, garanto que na soma final ambos ficam satisfeitos, é a lei do “a felicidade é um CAMINHO DE VOLTA”.


Temas de matrimônio e amor neste blog:

REFLETINDO E APROFUNDANDO: PARA QUE O AMOR SEJA ETERNO

REFLETINDO E APROFUNDANDO: O VERDADEIRO VALOR

No meu outro blog DEIXANDO RASTROS:

DEIXANDO RASTROS: VIVER UM GRANDE AMOR

Autora: Lilia Diana

domingo, 22 de dezembro de 2024

ROUBARAM O NATAL

(versão em português)

Uns anos atrás uma colunista escreveu um artigo onde afirmava que “antigamente para a Igreja Católica o feriado mais importante era a Semana Santa, mas agora é o Natal”.

Evidentemente essa colunista não é católica, nem frequenta a Igreja Católica e se meteu a falar do que não sabe.

O Natal é o feriado mais importante do ano PARA O COMÉRCIO!!!!! não para a Igreja.

O comércio começa a faturar desde outubro às costas do Natal, vendendo primeiro a matéria-prima dos enfeites para decoração, depois os presentes para todo tipo de comemoração, depois é a vez do setor gastronômico com almoços, ceias, cestas etc.

Já a Igreja inicia o tempo de preparação apenas 4 semanas antes do Natal.

O Natal é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, seu aniversário, uma comemoração totalmente cristã, diferente do Ano Novo que é comemoração universal para todos os credos e até para quem não tem credo nenhum.

O Ano Novo é o fim de um ano civil e o início do seguinte. É tempo de balanço comercial e por que não de vida. É momento de lembrar da família, da que está perto e da que vemos só de vez em quando para sentir que começamos juntos mais um ano. É o momento ideal para todo tipo de comemorações e se presta para qualquer tipo de festa, temática ou não.

Então por que usurpar o Natal fantasiando-o de duendes, papai noel, fantasias, magia e tudo mais para esconder o seu verdadeiro sentido cristão, em lugar de usar o Ano Novo que se presta para o que quiser?

A indústria cinematográfica fatura anualmente milhões de dólares com filmes tocantes, engraçados, místicos, mágicos, ambientados na festa do Natal mas sem referência ao seu verdadeiro significado, por que não ambienta-los no Ano Novo? Por que roubar dos cristãos sua festa se uma semana depois tem uma festa aberta, sem credos, disponível para qualquer um?

Até carnaval fora de época inventaram!!!

É o típico comportamento antirreligioso hipócrita dos que gritam para separar Igreja de Estado mas não abrem mão do feriado de Corpus Christi (que sempre cai em quinta-feira) para ter aquele feriadão!! (E nem sabem o que realmente é festejado nessa data)

Se você for cristão de verdade NÃO DEIXE QUE ROUBEM SEU NATAL.

Monte seu presépio, arme sua árvore de Natal que é o enfeite para o Menino Jesus, enfeite sua casa para a festa, mas não dê feliz natal às pessoas que você sabe que não são verdadeiramente cristãos, que na festa de Natal enxergam apenas uma festança de consumo, dê apenas o FELIZ ANO NOVO, deseje boas entradas de ano, dê presentes de ano novo, sem mencionar o Natal que eles não entendem nem sabem realmente o que é.


(versión en castellano)

ROBARON LA NAVIDAD

Hace unos años una columnista escribió un artículo donde afirmaba que "en el pasado para la Iglesia Católica la fiesta más importante era la Semana Santa, pero ahora es Navidad".

Evidentemente esta columnista no es católica, ni asiste a la Iglesia Católica y escribió de lo que no sabe.

La Navidad es la fiesta más importante del año PARA EL COMERCIO!!! no para la Iglesia.

El comercio lleva ganando dinero desde octubre a lomos de la Navidad, vendiendo primero la materia prima para las decoraciones, luego los regalos para todo tipo de celebraciones, luego es el turno del sector gastronómico con almuerzos, cenas, cestas, etc.

La Iglesia, por su parte, comienza el tiempo de preparación solo 4 semanas antes de Navidad.

La Navidad es la conmemoración del nacimiento de Jesucristo, su cumpleaños, una celebración totalmente cristiana, diferente al Año Nuevo, que es una celebración universal para todos los credos e incluso para aquellos que no tienen ningún credo.

El Año Nuevo es el final de un año calendario y el comienzo del siguiente. Es la hora del equilibrio comercial y por qué no de la vida. Es el momento de recordar a la familia, la que está unida y a la que vemos solo de vez en cuando para sentir que hemos empezado un año más juntos. Es el momento ideal para todo tipo de celebraciones y se presta para cualquier tipo de fiesta, temática o no.

Entonces, ¿por qué usurpar la Navidad disfrazándola de duendes, Papá Noel, disfraces, magia y todo lo demás para ocultar su verdadero significado cristiano, en lugar de usar el Año Nuevo que se presta a lo que quieras?

La industria del cine gana anualmente millones de dólares con películas conmovedoras, divertidas, místicas, mágicas, ambientadas en la fiesta de Navidad pero sin referencia a su verdadero significado, ¿por qué no ambientarlas en el Año Nuevo? ¿Por qué robar a los cristianos su fiesta si una semana después hay una fiesta abierta, sin credos, al alcance de cualquiera?

¡Incluso inventaron el carnaval fuera de temporada!

¡Es el típico comportamiento hipócrita y antirreligioso de aquellos que gritan que se separe la Iglesia del Estado pero no renuncian al feriado del Corpus Christi (que siempre cae en jueves) para tener ese feriado! (Y ni siquiera saben lo que realmente se celebra en esa fecha)

Si eres un verdadero cristiano, NO DEJES QUE TE ROBEN LA NAVIDAD.

Prepara tu pesebre, pon el árbol de Navidad, que es la decoración para el Niño Jesús, adorna tu casa para la fiesta, pero no envies un saludo de Feliz Navidad a las personas que tú sabes que no son verdaderamente cristianos, que ven a la Navidad solo como una fiesta de consumo. Simplemente deséales Feliz Año Nuevo, dales buenos augurios para el año que comienza, haz regalos sin mencionar la Navidad, pues ellos no entienden ni saben lo que realmente es.




sexta-feira, 28 de abril de 2023

POBRE JOVEM RICO

Autor: Heinrich Hofmann - óleo sobre tela


No quadro o artista conseguiu magistralmente retratar o espírito do personagem.

Dá para ver no rosto que o jovem não se acerca ao mestre com o espírito submisso de quem quer receber um conselho a seguir mesmo que custe, senão um logro a mais. Quer ter “a vida eterna” como mais um “bem” que aumente e complete sua riqueza já vasta.

Orgulhoso de si mesmo se diz cumpridor de tudo, só lhe resta “ganhar o prêmio” que ele acha lhe é devido.

Não são as riquezas que o separam da vida eterna, senão seu orgulho a sua ganância.

O Mestre não pediu a Mateus, que vendesse seus bens, apenas que o seguisse. Mateus já tinha o espírito disposto a seguir e servir.

O jovem não. Por isso Jesus lhe pede que “venda seus bens”, é para mostrar-lhe que estava apegado a sua riqueza, a sua pessoa, e não estava disponível para Deus.

Queria uma ganhar a vida eterna “ao seu modo”, como muitas vezes nós queremos uma religião “a nossa medida e do nosso gosto”.

É não estar aberto a “dar” senão apenas a “receber”. Fazemos da religião um talismã para obter o que queremos sem custos. Rezamos para que Deus nos dê isto ou aquilo, de preferência do jeito e no momento que mais nos convém. Colocamos a Deus como nosso “faz tudo” e não como nosso SENHOR. Queremos Ele a “nossa” disposição e não NÓS estar-nos a disposição de Deus.

E quando as coisas não saem ao nosso gosto, jogamos Deus para fora das nossas vidas. Ficamos como o aquele jovem, rico em bens materiais e pobre, muito pobre para Deus.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

SINCERIDADE

Se tem uma coisa que todo mundo aprecia é a sinceridade. Este pequeno livro fala sobre esta grande virtude, veja um  trecho:

"Os romanos, na sua paixão pelo belo e pelo autêntico, admiravam as expressões artísticas mais perfeitas e genuínas, e não admitiam defeitos nas obras de arte. Por isso, quando um escultor falhava, procurava dissimular o defeito cobrindo a irregularidade com cera. E quando a estátua saía perfeita das suas mãos, dizia-se que estava completa, íntegra, autêntica, sine cera - "sem cera". Daí deriva a expressão sincera. A sinceridade exprime, pois, simultaneamente a veracidade e a autenticidade."

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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

A VIGÉSIMA QUINTA HORA

AUTOR: Dom Marcos Barbosa

Se Deus aumentasse o dia para que certas pessoas encontrassem tempo para rezar (já li certa vez, não me lembro onde), acabariam usando para outras atividades essa hora suplementar. Como se tem feito um pouco com a Quaresma. O que torna muito oportuno o conto de Andreas Laun, que passamos a resumir.

Os anjos comunicaram a Deus que os homens já quase não rezavam. E uma legião deles, vindo à terra fazer uma pesquisa, concluiu que os homens estavam conscientes disso e se preocupavam com o fato, mas alegavam, coitados, que era por falta de tempo. Houve um certo alívio no céu, pois não se tratava propriamente de uma recusa ou revolta. Alguns membros do Conselho Celeste opinaram que a Providência Divina poderia corrigir o ritmo febril na vida moderna, mandando alguma punição como um dilúvio universal, um grande terremoto, guerra, peste e Aids. Mas o ovo de Colombo foi descoberto por um jovem anjo: Deus poderia ser compreensivo e aumentar o dia. Apesar da oposição de alguns, a proposta foi apresentada a Deus, que, para surpresa de todos, concordou logo de saída. Foi criada uma vigésima quinta hora.

Quando os homens perceberam que o dia durava mais uma hora, houve grande contentamento. Depois de um certo tempo de prudente reserva os bispos anunciaram que a vigésima quinta hora devia ser “a hora de Deus”. Mas logo o céu se desiludiu, pois não viam chegar lá em cima mais orações que antes. Mandaram pois mensageiros à terra. Estes voltaram relatando que os homens de negócios alegavam que a hora suplementar provocara mais despesas e, que era preciso compensá-las com mais trabalho. Outro anjo causou grande espanto num sindicato, mas foi ouvido com cortesia; explicaram-lhe, porém, que a nova hora correspondia a uma antiga reivindicação dos trabalhadores, devendo ser usada para lazer e repouso.

Nos meios intelectuais discutiu-se à exaustão o assunto. Em mesa-redonda transmitida pela televisão, que atingiu grande índice de audiência, afirmou-se que não se podia determinar a uma pessoa adulta e vacinada o que deveria fazer na hora suplementar. A ideia dos bispos de apresentá-la como “hora de Deus” devia ser repelida como um ato de autoritarismo. Mesmo porque os estudos sobre a origem dessa nova hora ainda não tinham sido concluídos, não podendo, portanto, ingênuas interpretações religiosas pretenderem influenciar o homem moderno.

Nos círculos eclesiásticos foi dito aos anjos que de certo modo ainda se rezava e que a intervenção do céu devia ser considerada uma oferta, uma simples contribuição que cada um devia usar segundo a própria consciência. Alguns iam mais longe, declarando que, do ponto de vista da Igreja Popular, cada caso devia ser avaliado criticamente: destinar a vigésima quinta hora à oração era algo de restritivo, que não poderia de modo algum ser decidido “de cima para baixo”, sem um adequado trabalho junto às bases. Alguns párocos declaram que agradeciam de coração aquela hora a mais, da qual tinham grande necessidade para as atividades pastorais. Um teólogo revelou que estava escrevendo um livro sobre a oração e a hora extraordinária vinha a calhar para que levasse avante a obra.

Todos tinham assim um motivo pelo qual a hora acrescentada não podia de forma alguma ser dedicada à oração. Uns prologavam o dia de trabalho, outros o tempo livre, outros ingressavam em novas associações ou frequentavam cursos sobre auto-realização e novas técnicas de diálogo e meditação. Escreveram-se muitos livros de pedagogia, sociologia, economia, psicologia e teologia sobe a vigésima quinta hora e seu significado, como também se realizaram não poucos congressos científicos. Institutos religiosos organizaram cursos sobre as diversas técnicas de oração, cujos participantes entravam a discutir pela noite adentro.

Grande, porém, foi a surpresa dos anjos ao verificarem que aqueles que haviam colocado ao serviço de Deus a vigésima quinta hora eram justamente os que sempre haviam encontrado tempo para rezar! Então o Conselho Celeste compreendeu que a oração é uma questão de amor. O tempo, por si só, não produz homens de oração. Os que não querem rezar, nunca encontrarão tempo para fazê-lo, mesmo que se prolongue o dia. Só aqueles que amam encontram tempo. Por isso os anjos pediram a Deus que cancelasse a vigésima quinta hora e que a varresse da memória dos homens.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

TENHA SANTA PACIÊNCIA!

 

“Tenha santa paciência”, costumamos dizer justamente quando acabamos de perdê-la... E como sentimos falta de essa qualidade, num mundo em que poucas pessoas, coisas e situações se amoldam aos nossos desejos e gostos, expondo-nos uma e outra vez ao desânimo, à brusquidão mal-humorada ou aos cansaços morais, todos sintomas de impaciência!

Livro pequeno de fácil leitura e muito necessário para enfrentar nosso dia a dia.

Pode comprar pela internet direto na editora: www.editoraquadrante.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Quem eu?

 

Apxsar da minha máquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, funciona muito bxm, com xxcxção dx uma txcla. Há 42 txclas qux funcionam bxm mxnos uma x isso faz uma grandx difxrxnça. As vxzxs mx parxcx qux a nossa própria organização x como a minha máquina dx xscrxvxr – qux todos os sxus mxmbros não xstão trabalhando como dxviam. Você dirá: - Afinal sou apxnas uma pxssoa x sxm dúvida não fará difxrxnça para o Clubx. Xntrxtanto, um Clubx para podxr progrxdir suficixntxmxntx prxcisa da participação ativa dx todos os sócios.

Na próxima vxz qux você pxnsar qux não prxcisam dx você, lxmbrx sx da minha máquina vxlha dx xscrxvxr x diga a si próprio: - Xu sou uma das txclas importantxs do nosso programa x os mxus sxrviços são muito nxcxssários.


(Autor desconhecido)

quarta-feira, 5 de maio de 2021

SER JUSTOS

 

A justiça é a virtude cardeal que permite uma convivência reta e límpida entre os homens. Sem esta virtude, a convivência torna-se impossível; a sociedade, a família, a empresa deixam de ser humanas e converte-se em lugares onde o homem atropela o homem. A justiça regula a convivência da sociedade humana enquanto humana, quer dizer, enquanto baseada no respeito aos direitos pessoais; é “princípio da existência e da coexistência dos homens, como também das comunidades humanas, das sociedades e dos povos”.

Num dos seus aspectos, esta virtude diz respeito às relações com os vizinhos, com os colegas, com os amigos e, em geral, com todas as pessoas: regula as relações dos homens entre si, dando a cada um o que lhe é devido. Sob outro aspecto, refere-se aos deveres da sociedade para com cada indivíduo, naquilo que este deve receber dela. Por último, regula aquilo que cada indivíduo concreto deve à comunidade a que pertence, ao todo de que faz parte.

Numa sociedade, a justiça procede daqueles que a compõem, são as pessoas que projetam na sociedade a sua justiça ou a sua injustiça, sobretudo quando nela detêm maior responsabilidade. E isto é válido na família, na empresa, na nação ou no conjunto de nações que compõem o mundo. Se verdadeiramente queremos que a justiça impere numa sociedade – quer e trate de uma aldeia ou de uma nação –, tornemos justos os homens que a compõem; que cada um de nós comece por ser justo nesse tríplice plano: com aqueles com quem nos relacionamos todos os dias, com aqueles que dependem de nós e, por último, com a sociedade de que fazemos parte, dando-lhe o que devemos. A primeira obrigação moral da justiça é, pois, que sejamos justos em todos os aspectos da nossa vida.

A luta por uma maior justiça na sociedade é fruto assim de uma série de decisões pessoais, que vão modelando a alma da pessoa que pratica essa virtude. Com atos concretos de justiça, o homem passa a reger-se com uma facilidade cada vez maior por “uma vontade constante e inalterável de dar a cada um o que é seu”, pois é nisso que consiste a essência desta virtude.

 

Fragmento do livro: FALAR COM DEUS - Volume 2, autor: Francisco Fernández Carvajal

Editora Quadrante

sábado, 14 de março de 2020

CARO LEITOR


Ela soube de tudo, muito depois que a vaga lembrança da suavidade que se inclinava sobre seu berço, quando pequenina, tinha se fixado como um halo na fotografia daquela moça bonita que lhe ensinaram a chamar: Mamãe. Soube agora, no dia em que fazia um trabalho sobre um tema atual que a apaixona. Quando, depois de muito ler, escutar, teve certeza de que há gente demais, acarretando problemas demais. Quando se identificou com uma terrível opção que lhe pareceu tão válida que deveria ser permitida e até legalizada. Quando se prontificou a defender seus pontos de vista num debate entre universitários, seus colegas.
Então, quando terminou de bater à máquina, resolveu mostrar à tia o que escrevera, gostava de ouvir seus elogios, seus comentários às vezes discordantes, mas sempre carinhosos. Mas desta vez, ela começou a chorar.
- O que é isso, titia? Não pensei que o que escrevi fosse tão emocionante!
A tia, enxugando os olhos, respondeu:
- É que você se parece tanto com sua mãe! Também sabia argumentar como você, mas as razões dela eram tão diferentes! Dizia: “A vida é maravilhosa, é um dom de Deus. Eu nasci, tive infância, juventude, conheço o que é uma flor, um sorriso, um pássaro voando. Sei o que é querer bem, o que é ter saudades, sei o que é sofrer e o que é uma alegria. Como é que vou impedir de viver uma criatura, filha do meu amor? Tirar-lhe a oportunidade que eu tive?” E continuou, baixinho, como se falasse consigo mesma: “foi por isso que não seguiu o conselho dos médicos que a alertaram para o perigo que iria correr.”
A mocinha emudeceu. Depois fez mil perguntas. Jamais percebera, pela delicadeza do pai, da tia, dos parentes, que seu nascimento custara a saúde da mãe.
Releu o que tinha escrito e rasgou. Agora tudo lhe parecia frio, falso. Mais tarde, depois de muito refletir, de muito chorar, de muito pedir perdão ao Autor da vida, recomeçou a escrever com estas palavras: “O aborto que mamãe não quis fazer”.

Autor M. S.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

O Menino Jesus perdido e achado no Templo


“Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição” (Lc 2, 48)
Esta frase encerra uma censura ou uma surpresa?

As vidas de Maria e José estiveram voltadas totalmente para Jesus: nascimento, criação, alimentação, educação, etc. Jesus era todo o sentido da vida deles.

E Jesus sempre foi o menino perfeito, não podia ser menos se era perfeito Deus e homem perfeito.  
Era o filho que toda mãe quer ter: educado, obediente, prestativo, responsável. Não “aprontava”, não saía às escondidas, enfim, não dava preocupações. “lhes era submisso” (Lc 2, 51)
Só tendo em conta este fato é que se entende o porquê ter se “perdido”.

Nem Maria nem José precisavam se preocupar no sentido de Jesus não seguir as indicações que lhe eram dadas, foi por isso que na hora de retornar para Nazaré, Maria não se preocupou com o menino não estar com ela, estava certa que estaria com José e ele da mesma forma dava por sentado que se não estava com ele estava com a mãe. Não tinham por que sair conferindo entre os parentes onde estava o menino, não era como os outros que podiam ficar por aí brincando longe sem fazer caso aos preparativos do retorno. Seria surpreendente se não fosse assim.

Mas o que foi que fez que o menino perfeito deixasse de obedecer aos pais? Se deixasse ficar no Templo?
Tal vez quando da última passagem pelo templo com os pais, Ele tenha ouvido algum escriba ou mestre da lei interpretando erroneamente alguma profecia, dando uma doutrina não muito correta... e, zeloso da tarefa de Redentor confiada pelo Pai, tenha ficado “sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (Lc 2, 46) da forma que era feito o ensino das escrituras naquela época.

Maria e José ao constatarem que Jesus não estava na caravana certamente pensaram o pior, não lhes ocorreu uma travessura, um ficar por querer, só podia ser algo grave: rapto, acidente, ou outro perigo da época.
A aflição era grande, devem ter procurado por todos os lugares onde uma criança em perigo poderia estar, nunca na segurança do templo, foi assim que se passaram 3 dias.

Finalmente com o intuito de orar a Deus pelo menino, vão ao templo e tem a grande surpresa de ver Jesus aí no meio dos doutores.

O “Meu filho, que nos fizeste?!” (Lc 2, 48) de Maria revela a surpresa que ela sente ao ver seu filho obediente que não lhes tinha obedecido desta vez. Está surpresa e não entende o porquê da atitude do menino.
Vem a resposta de Jesus: “por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? (Lc 2, 49) Ele explica e Maria entende porque sabe que seu filho é Deus, mas Jesus também entende que é cedo demais para sua mãe e para Ele começar a tarefa da Redenção, e retorna com eles: “em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso” (Lc 2, 51)

Escrito de Lilia Diana

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal


No Natal, já tão próximo, ouviremos os anjos proclamarem: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (Lc 2,14). A cada ano, o eco dessa canção enche o mundo inteiro, despertando em nós uma alegre esperança. Em especial, porque a paz se tornou próxima e nós podemos contemplá-la no rosto de uma criança: "Ele é a nossa paz" (Ef 2,14), como São Paulo escreveu mais tarde ao considerar o mistério de Jesus Cristo.
O mundo necessita muito de paz. Cada um de nós, nossas famílias, nossos locais de trabalho, os ambientes em que nos movemos, precisamos desse Menino que os anjos anunciaram como o Salvador (cf. Lc 2,11). Sem Ele, todos os esforços para pacificar os corações são insuficientes. Por isso, a Igreja não deixa de falar de Jesus aos homens, como fizeram os pastores depois de tê-lo visto na manjedoura (cf. Lc 2,16-18). Nós também queremos anuncia-lo! No apostolado, "É de Cristo que devemos falar, não de nós mesmos" (É Cristo que passa, nº 163).
Durante estes dias de Natal, contemplemos o grande mistério do amor de Deus neste Menino que nos nasceu (cf. Is 9,5). Como é fácil encontrar e redescobrir a paz, a serenidade, ao rezar diante do Presépio, deixando-nos cativar por Jesus na manjedoura, rodeado por Maria e José! Contemplando este mistério de amor, o Senhor também nos dará novos impulsos para transmiti-lo aos outros.
Com a minha felicitação e minha benção mais carinhosa,

Mons. Fernando Ocáriz

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que um filme pode ensinar


No filme MUCIZE baseado numa história real, um professor destacado para ensinar numa aldeia perdida no meio das montanhas, nos dá um exemplo do verdadeiro educador.

Numa sequencia do filme as crianças hostilizam um rapaz apenas pelo fato de ser deficiente. 

A atitude do professor é rápida, e com suavidade mas enérgico proíbe às crianças a tornar a incomodar o rapaz. Seguidamente o inclui na turma para estudar junto com os outros alunos.

Que belo exemplo para muitos dos atuais professores "diplomados" ensinando até em escolas caras e luxuosas, onde a hostilização de alunos é apenas nomeada com uma palavra sofisticada "BULLYING" e mais nada. Não se ensina que o colega deve ser respeitado pelo simples fato de ser um "SER HUMANO" mesmo que seja "DIFERENTE".

Depois assistimos às notícias de crianças e adolescentes se suicidando por causa do bullying na escola como se fosse algo ruim porém inevitável.

O professor do filme nos ensina que não é assim.

Quem é o verdadeiro educador? Aquele que ensina a ler e escrever ou aquele que também ensina  valores para a vida?

sábado, 11 de março de 2017

NOSSAS ESCOLAS ENSINAM OU APENAS INSTRUEM?

A tarefa de educar é mais ampla que a simples informação de assuntos de história, geografia, matemática, línguas, etc.
A educação visa FORMAR o indivíduo na sua totalidade para que esteja apto para a vida em sociedade e o desenvolvimento de todas as suas capacidades.
Será que nossos educadores formam nossos filhos ou apenas lhe fornecem todas as informações constantes no currículo do Ministério da Educação?

Um tempo atrás estava na sala de espera do hospital da minha cidade acompanhando um doente e chamou-me a atenção a música forte que enchia todo o recinto. Perguntei ao atendente como poderia ser que um hospital onde se deve guardar silêncio tivesse uma música nesse volumem. A resposta foi: “é a escola na outra quadra que está de festa”.

Cabe a pergunta: nessa escola o ensino dos “direitos humanos” se vivencia ou apenas mandam decorar a Declaração dos Direitos Humanos? Cidadania se restringe a decorar forma de governo, mexer na maquininha do voto ou se ensina o “respeito ao cidadão”?

Pelo visto é só decoreba!! Se a própria diretoria da escola não respeita o hospital que tem a 50m, como pode “educar no respeito” aos seus alunos?

Que tipo de “educação” receberam os alunos nesse dia de festa?
O (a) diretor(a) da instituição poderia ter dado uma chave de ouro ao evento e realmente “educado na cidadania” se tivesse falado aos alunos: “hoje estamos em festa, mas temos um hospital aqui perto, então vamos colocar a música baixinho para nos divertir sem incomodar os doentes que precisam de silêncio”. Isso é EDUCAÇÃO. Ao contrário o que a escola ensinou nesse dia foi o desrespeito, o “faço o que eu quero e os incomodados que se mudem”.

Serão esses alunos os que mais tarde vão comprar um som com volume para um ginásio e coloca-lo na sala de 12m2 no último volumem obrigando o prédio todo, ou a vizinhança toda a “aturar” sua música.

São esses alunos que vão comprar um som automotivo (paredão) e sair pela cidade toda invadindo as casas com o som sem se importar se tem pessoas que trabalham a noite e precisam dormir de dia, se tem pessoas doentes, idosas ou bebês, nada lhes importará, apenas o seu ego. Se na minha escola o som era do jeito que queríamos por que não posso fazer o mesmo na MINHA casa, no MEU carro...?

Um eu que não tem limites, “se EU quero então EU posso”, era assim na escola...

Mais tarde esses alunos serão empresários, servidores públicos, governantes, e que legado levam para o desempenho das suas atividades? O ensino da escola: “faço o que eu quero e os incomodados que se mudem”.


Podem então nos surpreender as notícias do jornal?

sábado, 28 de maio de 2016

A FIGUEIRA AMALDIÇOADA

Lendo o texto onde Jesus amaldiçoa a figueira que não dava frutos “fora da época” (Mc 11,11-26), parece uma atitude totalmente sem lógica (como esperar frutos de uma árvore fora da época?), uma explosão de ira, ou simples vingança. Mas como entender qualquer dessas atitudes no Homem Deus?

Só pode ser entendido no contexto e lendo até o fim. Na primeira parte temos que reparar que o autor sublinha que “os discípulos o ouviam”, logo na segunda parte, ao dia seguinte, os discípulos repararam na árvore seca. Esse é o ponto aonde Jesus quer chegar para iniciar daí o ensinamento do ponto principal da sua doutrina: a .


Aquela imagem do Senhor amaldiçoando a árvore e ao dia seguinte estar seca  o cair em ouvidos desatentos.nto do Mestre nscsublinha que fica bem gravada na mente dos discípulos e será uma boa base para o ensinamento do Mestre não cair em ouvidos desatentos.

domingo, 18 de agosto de 2013

FESTA DE NOSSA SENHORA DE ABOBORIZ



PROCISSÃO DE LUZES ATÉ A CAPELA DE NOSSA SENHORA DE ABOBORIZ
CAPELA DA GAMELEIRA – CAMPO FORMOSO – BAHIA


No dia 15 de agosto, dando início às celebrações em honra a Nossa Senhora de Aboboriz, aconteceu uma procissão de luzes saindo da Matriz para a Capela da Gameleira.









foto postada por Antônio Gabriel no Panoramio



A concentração foi no átrio da Matriz onde se deu início à reza do Rosário.






A procissão seguiu pelas ruas da cidade em direção à Vila Pernambucana onde mais devotos foram se incorporando.




A imagem de Nossa Senhora ia à frente dos devotos até as ruínas da antiga Capela da Gameleira.




O povo lotou a antiga Capela.


Nossa Senhora foi homenageada com orações e cantos.


O pároco, Frei Wellington, fez uma breve explicação da origem da devoção a Nossa Senhora da Aboboriz, e convidou os presentes que já conheciam a Capela a falarem um pouco da história que viveram, e contarem sobre como era a Capela antes da destruição.



No sábado, 17 de agosto, aconteceu o encerramento da semana da família que foi comemorado com uma nova procissão até a Capela de Nossa Senhora da Aboboriz culminando com uma missa no interior das ruínas.


A Paróquia está empenhada na reconstrução da Capela de acordo com a forma original, e para tanto se convida a população que tiver fotos ou desenhos a levar à secretaria da paróquia para formar um acervo gráfico que possa ajudar aos arquitetos na reconstrução.

HISTÓRIA DA CAPELA

A Capela foi erigida em 1762 pelo padre Manoel Monteiro, grande devoto da Santa que tinha um Santuário em Amoreira, município de Óbidos, Portugal.

A Capela foi saqueada e quase destruída no século passado, hoje as ruínas deixam ver a beleza de outros tempos.





sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O ANÚNCIO DA EUCARISTIA



“Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.” (Jo 6, 53-55)


O anúncio da Eucaristia na Sinagoga de Carfanaum é um dos textos dos Evangelhos mais difíceis de compreender. Nós sabemos que “a carne e o sangue de Jesus” são a hóstia e o vinho consagrados. Mas para os ouvintes de Cristo em Cafarnaum a carne era a carne, e o sangue era o sangue, literalmente, já que o sacrifício do Calvário ainda não tinha sido consumado e por isso não se conhecia ainda o que viria a ser a Transubstanciação.

E Jesus sabia disso, então, por que não deu uma explicação mais adequada? Por que deixou que as pessoas pensassem em antropofagia e muitos discípulos se afastassem?

“A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?” (Jo 6, 52)
“Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?” (Jo 6, 60)
“Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.” (Jo 6, 66)

Jesus não retifica, não muda nada:

“Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?" (Jo 6, 67)

Quem foi e quem ficou?

Quem ouviu as palavras do Mestre “racionalizando”, se escandalizou do antropofagismo, e não escutou mais nada, se afastou.

Quem ouviu com o espírito de , ouviu o restante: “O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.” (Jo 6, 63)

É com a Fé e a confiança no Mestre que Pedro responde:

“Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!” (Jo 6, 68-69)

A chave é a Fé, foi esse o detalhe que fez toda a diferença. Quem tinha Fé, pode não ter entendido totalmente, mas acreditou e ficou (os doze), mas quem não tinha Fé, só raciocínios, que nada esclareceram, foi-se.

Sem Fé, não se pode seguir Cristo, nem então, nem agora.

Fé foi o que Jesus cobrou sempre antes de fazer um milagre, elogiou na mulher Cananéia, ensinou para a Samaritana no poço de Jacó.

Aqueles ouvintes sem Fé, não estavam aptos para o Reino dos Céus, por isso Jesus os deixa ir embora, estão surdos para as verdades da Fé, não ouvem nem vão ouvir nada além dos seus próprios raciocínios. Serão os que mais tarde o crucificarão.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Mistério do Natal



 
 O Mistério do Natal
Autor: Jacques Loew


Os foguetes dos cosmonautas
atingem os outros planetas:
um milhão de quilômetros é a medida.





Inversamente, o microscópio eletrônico
atravessa a barreira do milionésimo de milímetro:
descobre-se um novo mundo de espantosa beleza.

O próprio tempo se alarga:
As grutas pré-históricas revelam,
nos nossos ancestrais de há vinte mil anos,
um gênio artístico ainda não ultrapassado.

Os utensílios dos primeiros homens levam-nos
a quinhentos mil anos atrás, talvez mais...

Em dez anos o nosso mundo cresceu mil vezes.

E, em tudo isso, o que significa o mistério do Natal?
Ele se torna ainda mais espantoso!

Tão simples sempre...
Uma criança, uma mãe...
Mas, com o sempre, insondável...

O infinito de Deus na fragilidade de uma criança,
nascida de uma mulher...

Este fato único ultrapassa
todas as dimensões humanas.

E, no entanto, a expansão prodigiosa do mundo atual
dá, ao mistério do Natal,
uma dimensão nova,
porque a altura e a largura do universo
e a profundidade dos séculos
convergem para o centro do espaço e do tempo

O PRESÉPIO DE BELÉM